Programação Novembro-2010

CLUBE DE CINEMA DE MARÍLIA
Secretaria Municipal da Cultura e Turismo
Sala “Emílio Pedutti Filho”
Av. Sampaio Vidal, 245 / Sessões: sábados e domingos às 20h15
E-mail: ccmclubedecinema1952@hotmail.com

Embora com algum atraso, conseguimos nos organizar e postar a relação dos filmes selecionados para este mês. Quem perdeu os dois primeiros ainda pode correr e pegar a sessão do dia 13/11.

PROGRAMAÇÃO do Clube – NOVEMBRO/2010

06/11/2010: Sábado A PROVA (Proof) - Direção: John Madden. Elenco: Gwyneth Paltrow, Anthony Hopkins, Hope Davis, Jake Gyllenhaal, Gary Houston. EUA 2005 Drama 100min. Sinopse Catherine (Gwyneth Paltrow) é uma jovem atormentada pelos anos em que esteve cuidando de seu pai, Robert (Anthony Hopkins), um gênio da matemática que sofria de esclerose no fim da vida. Temendo enlouquecer que nem seu pai, Catherine se afasta de todos e vive isolada em sua casa. Na véspera do seu aniversário de 27 anos reaparece em sua vida Claire (Hope Davies), sua irmã, e Hal (Jake Gyllenhaal), um ex-aluno de Robert. Hal deseja pesquisar nos 103 cadernos escritos por Robert em seus anos de esclerose, desejando encontrar algo que possa ter alguma lógica, mas também se interessa por Catherine. Já Claire chega à cidade desejando vender a casa da família e fazer com que Catherine more com ela em Nova York.

07/11/2010: Domingo SEDUÇÃO (Cracks) – Direção: Jordan Scott. Elenco: Eva Green, Maria Valverde, Jonathan White, Alistair Rumble, Barbara Adair. Inglaterra/Irlanda 2009 Drama 104min. Sinopse Mrs. G (Eva Green) é professora de uma austera escola para garotas. Enquanto a maioria das professoras são severas e rígidas, Mrs. G é uma mulher a frente de seu tempo, com espírito jovem e aventureiro, fazendo questão de transmitir isso para suas alunas. Mas, o destino está prestes a mudar, quando a jovem e bela Fiamma (Maria Valverde), uma estudante espanhola, se matrícula na escola. A garota insiste em preservar sua independência o que chama a atenção de Mrs. G. Conforme os laços se tornam mais íntimos, segredos e mentiras virão à tona com a descoberta de que a relação entre professora e aluna é mais do que simplesmente acadêmica.

13/11/2010: Sábado A ÁRVORE DOS TAMANCOS (L'Albero degli Zoccoli) - Direção: Ermanno Olmi. Elenco: Luigi Ornaghi, Francesca Moriggi, Omar Brignoli, Antonio Ferrari, Teresa Brescianini. Itália/França 1978 Drama 180min. Sinopse Vencedor por unanimidade da Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cannes, A Árvore dos Tamancos é a obra-prima do cineasta italiano Ermanno Olmi (A Lenda do Santo Beberrão). Conheça a vida e as dificuldades de uma comunidade de camponeses da região de Bérgamo, no norte da Itália. Uma das famílias decide colocar o filho na escola em vez de utilizá-lo na lavoura. É o início de uma série de problemas, pois a escola fica muito longe e eles mal têm condições de comprar roupas para o menino. É dificil não se emocionar com a história dessa gente humilde e trabalhadora, contada com muito realismo e poesia.

14/11/2010: Domingo NOVA YORK, EU TE AMO (New York, I Love you)– Direção: Zach Braff, Mira Nair, Emanuele Crialese, Brett Ratner, Natalie Portman, Shekhar Kapur. Elenco: Natalie Portman, Orlando Bloom, Shia LaBeouf, Julie Christie, John Hurt, Hayden Christensen, Rachel Bilson, Chris Cooper, Drea de Matteo, Ethan Hawke, Kevin Bacon, Bradley Cooper, Blake Lively, Christina Ricci, James Caan, Robin Wright Penn, Goran Visnjic. EUA/França 2009 Comédia/Romance/Drama 112min. Sinopse Seguindo a ideia de sucesso proposta em 'Paris, Eu Te Amo', agora com 'Nova York, Eu Te Amo' o romantismo é levado para a Big Apple. Doze cineastas assinam, cada um, um curta de cinco minutos para falar do amor. Além do elenco de estrelas, com participações de Kevin Bacon, Andy Garcia, Irrfan Khan, Shia LaBeouf e Christina Ricci.

20/11/2010: Sábado A FITA BRANCA (Dass Weisse Band) – Direção: Michael Haneke. Elenco: Susanne Lothar, Josef Bierbichler, Leonie Benesch, Gabriela Maria Schmeide, Leonard Proxauf. Áustria/França/Alemanha/Itália 2009 Drama/Mistério 144min. Sinopse Um vilarejo protestante no norte da Alemanha, em 1913, às vésperas da Primeira Guerra Mundial. A história de crianças e adolescentes de um coral dirigido pelo professor primário do vilarejo e suas famílias: o barão, o reitor, o pastor, o médico, a parteira, os camponeses. Estranhos acidentes começam a acontecer e tomam aos poucos o caráter de um ritual punitivo. O que se esconde por trás desses acontecimentos?

21/11/2010: Domingo RETRATOS DE FAMÍLIA (Janeburg) - Direção: Phil Morrison. Elenco: Embeth Davidtz, Alessandro Nivola, Alicia Van Couvering, Will Oldham, Frank Hoyt Taylor. EUA 2005 Drama 106min. Sinopse A região sul dos Estados Unidos e o jeito simples de seus habitantes sempre encantaram a sofisticada marchand Madeleine (Embeth Davidtz). Recentemente ela se casou com George (Alessandro Nivola), nativo de uma cidade provinciana do sul. Quando ela tem que visitar um pintor que mora perto da cidade natal do marido, o casal decide aproveitar a oportunidade para apresentar Madeleine à família dele. De repente Madeleine se vê no meio de estranhos desconfiados que não pretendem recebê-la como membro da família. Com a única exceção de Ashley (Amy Adams), esposa do irmão mais novo de George, que se encanta com Madeleine e decide tratá-la como sua mais nova amiga de infância.

27/11/2010: Sábado QUANTO VALE OU É POR QUILO? - Direção: Sérgio Bianchi. Elenco: Ana Carbatti , Cláudia Mello , Myriam Pires , Leona Cavalli , Umberto Magnani. Brasil 2005 Drama 104min. Sinopse Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.

28/11/2010: Domingo A LESTE DE BUCARESTE (A Fost Sau N-a Fost?) - Direção: Corneliu Porumboiu. Elenco: Mircea Andreescu, Teodor Corban, Ion Sapdaru, Cristina Ciofu, Luminita Gheorghiu. Romênia 2006 Comédia 90min. Sinopse Há 16 anos houve uma revolução na Romênia com a queda do ditador Ceausescu. É dezembro e o natal se aproxima. Pisconi, um velho aposentado, se prepara para passar mais um natal solitário. Manescu, professor de História, não quer gastar o salário todo para pagar dívidas. Jderescu, dono da emissora de TV local, não tem interesse em tirar férias. Com a ajuda de Piscoci e Manescu, Jderescu quer apenas uma resposta para a pergunta que se faz há 16 anos: ''Houve mesmo revolução nessa cidade?''

Agradecimentos: videolocadoras Bimatos e Canal 10

(eli silvéria
11/nov/10)

TROPA DE ELITE 2 – caveira é osso duro de roer

1995/2010 ..........Tantos anos se passaram desde o lançamento de “CARLOTA JOAQUINA, Princesa do Brasil", uma deliciosa comédia que contava as aventuras da Infanta Espanhola e a chegada da corte portuguesa no Brasil Império.
Em tom de farsa, o filme relata a infância de Carlota Joaquina na virada do século XVIII para o XIX: sua chegada com dom João VI e a corte portuguesa ao Rio de Janeiro e sua permanência na cidade até o retorno de ambos a Portugal. Este filme, considerado um marco na chamada Retomada do Cinema Nacional, teve de enfrentar imensos desafios. Pouco antes do início de sua produção, o então presidente Fernando Collor, havia promovido a extinção da Embrafilme e do Concine, em 1990, praticamente paralisando a produção cinematográfica brasileira. Com orçamento modesto de 630 mil reais e formas altamente criativas de distribuição e produção, sem prejuízo da qualidade, Carlota Joaquina teve mais de 1,3 milhão de espectadores, e cerca de 22 mil fitas de vídeo do filme foram vendidas. Segundo a cineasta CARLA CAMURATI, o filme rendeu uma bilheteria de aproximadamente R$ 6,5 milhões, um feito espetacular para a época.



Produção:
Direção José Padilha
Produção Marcos Prado
Produção executiva: Leonardo Edde
Roteiro José Padilha/Braulio Mantovani
Narração Wagner Moura
Elenco original:
Wagner Moura
Irandhir Santos
André Ramiro
Milhem Cortaz
Sandro Rocha
André Mattos
Maria Ribeiro
Tainá Müller
Género: Ação
Idioma original: Português
Música: Pedro Bromfman
Diretor de arte: Tiago Marques
Cinematografia: Lula Carvalho
Edição Daniel Rezende
Distribuição Zazen Produções[2][3]
Lançamento 8 de outubro de 2010


Hoje, se ainda não podemos falar em consolidação e plena maturidade do cinema nacional, ao menos já somos capazes de acreditar que estamos no caminho. O processo histórico identificado pelo nome Retomada, iniciado com a princesa Carlota da diretora Carla Camurati, deu início a um longo caminho, até desaguar neste TROPA DE ELITE 2 – O inimigo agora é outro, com desempenho altamente positivo e até mesmo surpreendente em termos de bilheteria. Cálculos não oficiais apontavam que até dia 12/Outubro, Tropa 2 já teria sido visto por 1.3 milhão nos cinemas, batendo CHICO XAVIER e SE EU FOSSE VOCÊ 2, e consolidando-se como o grande ‘blockbuster” da indústria cinematográfica brasileira.
Para evitar que o filme “vazasse” por meios não convencionais, foram tomadas medidas de extrema segurança na premiére em Paulínia –interior de SP -, que incluiu revista na entrada, apreensão de celulares e câmeras e portas com detectores de metais. Citando um bordão famoso do primeiro "Tropa", que causou polêmica por ter ido parar em bancas de camelôs do Brasil meses antes da estreia oficial, o diretor, escaldado, garantiu que, desta vez, “pirataria nunca serão!”.
Com o sucesso de público, é inegável admitir que estamos diante de um produto de excelência. A gente pode até não gostar do estilo: (Estética da Violência) – e achar que o diretor José Padilha carrega um pouco no vermelho sangue, porém, a qualidade e cuidado nos detalhes, além do tom de denúncia e da discussão de fundo, acabam por superar qualquer coisa.
A presença de Wagner Moura (ele atua também por detrás das câmeras e assina a coprodução junto com Bráulio Mantovani) faz grande diferença na maneira como é contada a nova versão. Neste segundo episódio, quinze anos depois, há claras referências a questões de ética, de poder e mando, de corrupção e mentiras. Mesmo não tendo pretensões ao didatismo, evidente em NOSSO LAR, outro sucesso brasileiro de 2010 – com Tropa de Elite 2 aprendi e aferi uma série de coisas acerca de um mundo não muito distante do lugar onde estamos:
a) que os problemas técnicos apontados por Wagner Moura são infinitamente pequenos e não comprometem a qualidade da obra como um todo; b) o ritmo é muito bom do começo ao fim e faz de TROPA 2 uma obra dinâmica; c) Wagner Moura faz um coronel Nascimento bastante crível, alíás, o ator sempre dá o seu melhor aos personagens que interpreta, embora tenha alguns concorrentes à altura (como Dan Stulbach e Lázaro Ramos entre outros) d) Não deixa de ser uma ironia que em torno do lançamento do filme tenha sido montada uma verdadeira operação de guerra a fim de evitar o “vazamento” que ocorreu com TROPA DE ELITE 1; e) O som do filme está excelente, embora não se possa dizer o mesmo sobre a dicção de alguns atores. Chega a ser irritante, mas em certos momentos, algumas falas de Maria Ribeiro, que faz a ex-esposa de nascimento são absolutamente ininteligíveis. Seria aconselhável colocar legendas; f) O Brasil é um dos países com maior população carcerária do mundo e isso nos está levando a..... lugar nenhum. g) No mundo paralelo, não muito longe deste onde vivemos, a vida humana não vale absolutamente nada. h) O universo das facções é essencialmente masculino. Nele, a mulher, quando “erra”, sofre punição exemplar, ainda mais severa que aquela destinada aos homens. i) Existe uma relação de promiscuidade mal definida entre: Mídias, a classe política e milícias, tudo girando em torno da disputa de poder. j) Mesmo homens educados e disciplinados para obedecer ordens, às vezes não o fazem, o que altera todo o rumo da história.
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Abaixo, um quadro comparativo das maiores bilheterias do cinema brasileiro pós Retomada:
1. ‘Tropa de Elite 2’* (2010) — 1.295.280 espectadores
2. ‘Chico Xavier’ (2010) — 585.560 espectadores
3. ‘Se Eu Fosse Você 2’ (2009) — 560.600 espectadores
4. ‘Nosso Lar’ (2010) — 541.853 espectadores
5. ‘Carandiru’ (2003) — 468.293 espectadores
6. ‘Os Normais’ (2003) — 421.091 espectadores
7. ‘Olga’ (2004) — 385.968 espectadores
8. ‘Os Normais 2’ (2009) — 361.161 espectadores
9. ‘Se Eu Fosse Você’ (2006) — 315.520 espectadores
10. ‘Cazuza — O Tempo Não Para’ (2004) — 294.194 espectadores
extraído do site: http://vejasp.abril.com.br/blogs/cinema-filmes/tropa-de-elite-2-bilheteria/
outros sites pesquisados:
http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticia/carregar/titulo/tropa-de-elite-2-supera-estreias-e-lidera-bilheteria-pela-quarta-semana/id/28485
http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=16&idnot=33976
http://www.tropa2.com.br/ Oficial

(por eli silveria
09/Nov.2010)

ANIVERSÁRIO - Discurso do presidente dr. Altino Therezo, no 58º aniversário do Clube de Cinema de Marília


Dr. ALTINO discursando em 16 de outubro de 2010


Boa noite às autoridades aqui presentes e ao público em geral. Estamos aqui para comemorar o qüinquagésimo oitavo aniversário do Clube de Cinema de Marília, carinhosamente chamado CCM. Agradecemos desde já ao Luca Bernar e ao Lúcio Prado pela sua apresentação. Como sempre, eles foram brilhantes!!! Reconhecemos também a colaboração de nossa contadora de estórias, Simone de Lima, que com sua maneira toda especial, deverá se apresentar logo a seguir. Somos também gratos aos sócios do CCM, às autoridades aqui presentes e a todos que aqui vieram para prestigiar uma instituição cultural tão importante como é o CCM.
Com um passado glorioso, tendo à frente por muitos anos o saudoso Benedito André, o CCM se destacou pela programação eclética e sobretudo pela entrega do prêmio Curumim, projetando o nome de nossa cidade regional e nacionalmente. Após um período de relativo ostracismo, com pendências contábeis e jurídicas, o CCM está se reerguendo como instituição que sempre marcou a cultura de nossa cidade.
Com uma nova Diretoria, os aspectos jurídicos e financeiros estão sendo regularizados, graças, sobretudo, ao trabalho de nossos advogados, o Dr. Luís Fernando Cardoso, vice-presidente do CCM e Dr. Alexandre Cerqueira César Júnior, conselheiro fiscal, a quem eu peço que se levantem com uma salva de palmas.
Também foi muito importante para o reerguimento do CCM o esforço entusiasmado e sempre animado de nossa primeira tesoureira, a Srta. Diva Rodrigues de Souza, a quem eu solicito também se levantem com uma outra salva de palmas.
Pelas sugestões de filmes, pelas pesquisas dos roteiros, pela divulgação nos jornais, pela manutenção do nosso blog, pelo trabalho de limpeza e conservação do clube, pela remodelação dos móveis e por tantas outras coisas, agradeço a Pedro de Marco, suplente, Irene Hilário de Almeida, suplente, Hilda Capanacci, conselheira, Elionora Silvéria, conselheira, Luzinete Francisco, suplente, além de Mônica Monteiro Garavello, minha delicada esposa. A todos eles, peço que se levantem com muitas e calorosas palmas!




dr.ALEXANDRE , dr.ALTINO e YARA PAULI, Secretária de Cultura e Turismo de Marília.

Feita a apresentação da nova Diretoria, gostaria agora de agradecer aos antigos dirigentes, principalmente às professoras Lourdes Horiguella e Regina Moralles, que apesar de todas as dificuldades, se dispuseram a permanecer na Diretoria do Clube por muitos anos, preservando assim a sua integridade.
Sou grato também à nossa Secretária de Cultura, profa. Yara Pauli, ela mesma uma antiga e entusiasmada sócia do CCM, que sempre nos apoiou nessa nova jornada, disponibilizando-nos uma funcionária, a Srta. Márcia Caffer, ajudando-nos na divulgação de nossa programação junto ao Helder Cristiano e se comprometendo a enviar projeto de regularização da ocupação das atuais salas pelo CCM.
Por suas contribuições materiais e artísticas, que estão permitindo a reforma e a acomodação do espaço físico e do acervo do CCM, agradeço às professoras Maria Leandra Bizello e Telma Madio, do curso de Arquivologia da Unesp, ao Dr. Gustavo Rojas e Francisco Quinicci, meus colegas da Unimed, e ao Dr. Roberto Cimino, conhecido arquiteto de nossa cidade, filho de nosso estimado fundador.
Eu, como presidente do CCM, encerro este discurso fazendo minhas últimas considerações a respeito do cinema propriamente dito. Há pouco tempo, me perguntaram o que um médico como eu, que trabalha com o microscópio, tem a ver com filmes. Ora, eu lido com imagens, interpretando-as e dando sentido a elas. Pois é justamente isso o que acontece com todo mundo na vida diária, quando tentamos entender a realidade que nos cerca. E nesse particular, o cinema, não só com as imagens, mas também com o som, pode tornar a nossa vida mais compreensível e mais leve.
E é por isso que o CCM existe e vai continuar a existir: para proporcionar a todos a possibilidade de assistir a um bom filme que nos leva à reflexão e que nos mude de sessão para sessão.
Porém, não é só de filmes que o CCM pretende sobreviver, mas sim da ampliação de nossas atividades, com a disponibilização do nosso acervo, a realização de cursos de cinema, a integração com outras formas de arte, e talvez, no futuro, a volta da premiação Curumim.
Com todos esses projetos em mente, me despeço, lembrando a todos que, além de outros discursos, teremos ainda a apresentação da nossa contadora de estórias e, logo após, o filme “Sob a Mesma Lua”, com entrada franca. Muito obrigado!
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postado por elisilvéria
em 05Nov10

CINEMA DE ARTE versus BOM CINEMA COMERCIAL, aí está a questão


Em agradecimento ao carinho e interesse do prof. CONFORTI, solicitei ao mesmo permissão para postar aqui seu questionamento, em forma de “breve comentário”, sobre o mais recente Campeão de Bilheteria da cinematografia nacional. Embora este não seja um espaço específico de debates, a pergunta reflete uma inquietação legítima, que deve permear as mentes de outros associados. Então aí vai...
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"Cara Elionora, amigos cecemistas:

Novamente, retorno.
O CCM tem alguma posição crítica contra o José Padilha (by "Tropa de Elite")?
Eu, pessoalmente acho que ele tem razão na polêmica “cinema-de-arte e cinema-comercial-bem-produzido”, em ser a favor do segundo. Perdemos muitas boas ideias pelo fato de nossos diretores serem engajados. Padilha quer fazer cinema de boa qualidade e ganhar dinheiro. Nos dias de hoje, creio ser o caminho. As gerações 60's e 70's (esta, a minha) ficaram datadas nessa área.
Indústria cinematográfica? Não creio que cheguemos a isso. Perda da arte? Depois da Bienal deste ano (do mau gosto escatológico) reformulemos a pergunta: o que é Arte?
Sempre gostei de Mazzaropi, mas ao me tornar "teen" eu entrava escondido no cinema para ver seus filmes. Seu cinema, além de ser excelente, era popular (não os três ou quatro últimos filmes dele). Rendeu-lhe dinheiro também.
Reflitamos...

Abraços cinéfilos,
M. Conforti"

Nessa data, Querido CLUBE

HOJE é 12 de outubro, feriado das crianças e de Nsa.Sra.Aparecida. Uma data especial na história do Clube de Cinema de Marília. Há exatos 58 anos, em 1952, algumas pessoas tiveram a iniciativa de criar uma entidade que valorizasse o Cinema enquanto Arte, Cultura, Criação.
Nasceu pequeno; atingiu o apogeu entre as décadas 1960 e 1980, quando instituiu o FESTIVAL DE CINEMA, o ENCONTRO DE CINECLUBES e o PRÊMIO CURUMIM. Atualmente a entidade passa por uma reformulação no quadro, enquanto promove melhorias no espaço físico: as paredes foram pintadas, a estante de madeira (altíssima) foi reformada e ganhou por fundo uma parede vermelha – retomando a cor original –; as cortinas novas estão sendo acabadas. Agora, só falta providenciar estantes que organizem o rico material ainda disperso.
Nesse dia 12 de outubro de 2010, só temos que agradecer às pessoas e entidades que prestigiam e contribuem com as atividades do Clube, por acreditar em ir além, apesar das dificuldades que surgem. Parabéns Cineclubistas !

(elisilvéria
12.10.2010)

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Carnaval Atlântida/enxurrada de alegria



Os filmes brasileiros de antigamente possuíam um quê de Magia e Encantamento.


Gênero: comédia
Direção: José Carlos Burle
Roteiro: Vitor Lima, Berliet Júnior
Produção: Décio Alves Tinoco
Música original: Lírio Panicalli
Coreografia: Juliana Yanakiewa
Fotografia: Amleto Daissé
Edição: José Carlos Burle, Waldemar Noya
Direção de arte: Pablo Olivo
Figurino: Gilda Bastos, Osvaldo Mota
Maquiagem: Paulo Carias
Efeitos sonoros: Aloísio Viana, Jesus Narvaes, Antonio Gomes, Ercole Baschera
País: Brasil

Elenco:
Oscarito ............. Prof. Xenofontes
Grande Otelo.......... Empregado do Estúdio
José Lewgoy .......... Conde Verdura
Eliana Macedo......... Regina
Renato Restier........ Cecílio B. de Milho
Cyll Farney........... Augusto
Cuquita Carballo...... Fifi
Colé.................. Pedro
Maria Antonieta Pons.. Lolita
Iracema Vitória....... Aurélia
Wilson Grey........... Amestrador de pulgas
Dick Farney
Blecaute
Nora Ney
Francisco Carlos

Um claro exemplo dessa delicadeza está presente neste CARNAVAL ATLÃNTIDA, Br. 1952, um típico exemplar das chanchadas musicais. Malícia ingênua, na dose certa de se assistir com toda a família, nem mais, nem menos.



O enredo também é simples: Oscarito é o prof. Xenofontes, compenetrado professor de mitologia grega contratado por Cecílio B. de Milho (Renato Restier) como consultor da adaptação do clássico Helena de Tróia para o cinema. Dois empregados do estúdio, que trabalham como faxineiros, sonham em transformar o épico grego numa comédia carnavalesca. Carnaval Atlântida é uma paródia exemplar do gênero “chanchada”, visto como opção viável às superproduções de fora.

Uma rápida lida no enredo é suficiente para nos fazer prever as confusões e trapalhadas que virão, sempre recheadas de grandes números musicais. Esse Carnaval Atlântida joga com elementos do popular e do erudito em situações deliciosas que nos levam a conhecer um Brasil de outra era, em ritmo mais cadenciado, mas também permite um mergulho nas raízes de nossa cultura, presente tanto no enredo quanto nas canções. Uma pena que o gênero chanchada tenha se acabado.
Tido como um Gênero Menor em face da cinematografia “séria”, a chanchada hoje é tema de inúmeros debates e trabalhos acadêmicos, pois guarda um repositório de elementos simbólicos, essenciais para se saber o Brasil daquele momento. Críticas à parte, nenhum outro gênero cinematográfico foi tão popular no Brasil, sendo os fatores que permitiam a crítica justamente os que mais agradavam a plateia...
José Lewgoy era muito novinho, bem como Oscarito. A presença de Grande Otelo é garantia de boa atuação e muita gargalhada. Outros nomes que admiro são: Eliana Macedo, Dick Farney, Colé, Nora Nei e Blecaute. Merece destaque a relação de 26 números musicais, (alguns clássicos da Música Brasileira), interpretados por grandes artistas:


"No tabuleiro da baiana" (Ari Barroso), com Grande Otelo e Eliana Macedo
"Acho-te uma graça" (Benedito Lacerda, Haroldo Lobo e Carvalhinho)
"Agora é cinza" (Alcebíades Maia Barcelos e Armando Vieira Marçal)
"Ai que saudade da Amélia" (Ataulfo Alves e Mário Lago)
"É bom parar" (Rubens Soares)
"Rasguei a minha fantasia" (Lamartine Babo)
"Serpentina" (Haroldo Lobo e David Nasser)
"O teu cabelo não nega" (João Valença e Raul Valença)
"Ninguém me ama" (Fernando Lobo e Antônio Maria) com Nora Ney
"Um domingo no jardim de Allah" (Lírio Panicalli e Ewaldo Ruy)
"Marcha do conselho" (Paquito e Romeu Gentil) com Bill Farr
"Valsa da formatura" (Lírio Panicalli e Claribalte Passos), com a orquestra de Chiquinho
"Dona Cegonha" (Armando Cavalcanti e Klecius Caldas) com Blecaute e Maria Antonieta Pons
"Quem dá aos pobres" (Klecius Caldas e Armando Cavalcanti) com Francisco Carlos
"Máscara da face" (Armando Cavalcanti e Klecius Caldas)
"Pastorinhas" (Noel Rosa e João de Barro)
"Pirata" (João de Barro e Alberto Ribeiro)
"Se a lua contasse" (Custódio Mesquita)
"Um pierrot apaixonado" (Heitor dos Prazeres e Noel Rosa)
"Praça 11" (Herivelto Martins e Grande Otelo)
"Marcha do sapinho" (Humberto Teixeira e Norte Victor), com Oscarito e Maria Antonieta Pons
"Mambo caçula" (Benicio Macedo e Bené Alexandre), com Maria Antonieta Pons e Oscarito
"Cachaça" (Mirabeau Pinheiro, Lúcio Castro e Heber Lobato) com Grande Otelo e Colé Santana
"Baião" (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga)
"Alguém como tu" (José Maria de Abreu e Jair Amorim), com Dick Farney
"Queria ser patroa" (M.Pinto e Airão), com Eliana Macedo
(elisilvéria-out2010)

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Amelia...... sinônimo fascínio

No início do século 20 as mulheres ainda não tinham conquistado grandes avanços quanto aos direitos que possuem hoje. Assim, as atitudes de Amélia Earhart causavam estranheza e fascinação.......



Neste longa Hilary Swank interpreta a aviadora Amelia Earhart, símbolo da liberdade americana, que tem como parceiro George Putnam (Richard Gere), seu editor e amante, com quem mantém um relacionamento tempestuoso, movido pela ambição, admiração mútua e por um grande amor, cujo vínculo não consegue ser quebrado nem mesmo por um breve romance entre Amelia e Gene Vidal (Ewan McGregor). Elenco:
Hilary Swank … Amelia Earhart
Richard Gere … George Putnam
Ewan McGregor … Gene Vidal
Christopher Eccleston … Fred Noonan
Joe Anderson … Bill
Cherry Jones … Eleanor Roosevelt
Mia Wasikowska … Elinor Smith
Aaron Abrams … Slim Gordon
Dylan Roberts … Leo Bellarts
Ryann Shane … Amelia
Ficha técnica:
título original: Amelia
gênero: Drama cinebiográfico
lançamento: 2009 (Canadá)/(EUA)
direção: Mira Nair
· site oficial:http://www.ameliafilme.com.br
· distribuidora: Fox Searchlight Pictures
· roteiro:Anna Hamilton Phelan e Ronald Bass, baseado no livro "East to the Dawn: The Life of Amelia Earhart", de Susan Butler, e "The Sound of Wings: The Life of Amelia Earhart", de Mary S. Lovell

Continuando as rápidas observações sobre a presença feminina em obras (ficcionais e de não ficção), chegamos à pioneira Amelia Earhart, mulher nascida nos Estados Unidos no séc.XIX, que em 1937 ousou impor sua genialidade no livro das viagens e conquistas aéreas. Nasceu no Kansas (EUA) em 1897, foi heroina em seu país, onde recebeu diversos prêmios por seus feitos aéreos. Conquistou "The Distinguished Flying Cross", por ter sido a primeira mulher a voar sobre o Oceano Atlântico sozinha.
Aqui é importante pincelar alguns acontecimentos, fatos reais da história do Brasil, para tentar contextualizar o tamanho dos feitos dessa audaciosa Amelia (bem diferente daquela da canção, a que era “mulher de verdade”) - Samba de 1941, de Mário Lago e Ataulfo Alves, “AI QUE SAUDADES DA AMÉLIA” .
1937 é o ano de nascimento do grande violonista Baden Powell; ano de fundação da UNE –União Nacional dos Estudantes; dá-se o “caso” dos Irmãos Naves, então chamado “o maior erro judiciário do Brasil”. Outros fatos interessantes:
ano do golpe de Estado e início do governo Getúlio Vargas/Estado Novo.
· Criado o Museu Nacional de Belas Artes no Rio.
· É criado, também no Rio, o Centro de Cultura Afro-Brasileira.
· Jorge Amado publica Capitães de areia, sobre o cotidiano de menores abandonados de Salvador.
· Estréia O Rei da Vela, peça de Oswald de Andrade.
· Entra no ar a rádio Tupi, em São Paulo.
· Morre, aos 26 anos, NOEL ROSA, deixando 259 composições
· Orlando Silva grava Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro.
· No cinema estréia Descobrimento do Brasil, de Humberto Mauro.
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Coisas do filme: A moda usada pelas mulheres no período inter guerras mundiais (1918/1939) – pelo menos aquela mostrada no filme, é extremamente reta, sóbria, sem muito frufru. A postura da protagonista, por sua vez, faz acentuar essas características, com seu corte de cabelo invariavelmente “Joãozinho”, de rapaz, preferência pelo uso de calças compridas em vez de saias ou vestidos, sem falar na profissão -tipicamente masculina- abraçada por ela. Em realidade, a ‘Amelia’ construída pela atriz HILARY SWANK quase não tem traços de feminilidade, o que não quer dizer que teria deixado de viver grandes amores. Além da primazia na busca pela conquista de records na incipiente aviação, ela foi também pioneira na veiculação de propaganda e venda de produtos comerciais, atividade que fazia como forma de bancar os (altos) custos de sua carreira. No filme, aparece vendendo de tudo. Surgiam inúmeras carreiras ligadas à televisão e a função de garota propaganda - uma 'carinha bonita' que diante das câmeras exibia as novidades da indústria de bens de consumo -, era uma delas. A fama que Amelia Earhart alcançou foi tamanha, que ninguém parecia notar a contradição expressa ali: a mulher que pilotava aviões (1º. Vôo solo; 1ª. travessia do Atlântico...), muito provavelmente não tinha tempo para dedicar-se a ser uma boa dona de casa, sendo essa, afinal, a imagem que incentivava e vendia. De fato, a presença de Amelia Earhart na TV atenderia a dois papeis diversos, senão antagônicos: a) por um lado o reforço positivo do tradicional papel social de dona de casa; b) o que por outro lado, era uma maneira efetiva de conseguir recursos para fazer aquilo que mais amava: voar.
Amélia Earhart faleceu provavelmente em 1937. Seu avião e seu corpo jamais foram encontrados. Nessa produção temos um bom filme, daqueles que nos fazem querer saber mais a respeito dos personagens. Gosto de pensar que ela não morreu de fato; seu espírito inabalável continua repercutindo sonhos, ternura e aventuras, nas mulheres de garra que sonham atingir a realização através do conhecimento próprio e de ações pioneiras.
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Sinopse: Amelia Earhart (Hilary Swank) foi a primeira mulher a completar a travessia do Oceano Atlântico pilotando um avião. Este feito fez com que se tornasse uma celebridade nos Estados Unidos, onde passou a ser chamada de "deusa da luz" devido a sua ousadia e carisma. Seu fascínio pelo perigo inspirou até mesmo a primeira dama Eleanor Roosevelt (Cherry Jones). Casada com George Putnam (Richard Gere), um magnata do mercado editorial, e tendo o piloto Gene Vidal (Ewan McGregor) como seu grande amigo, Amelia decide, em 1937, embarcar na mais arrojada de suas missões: dar a volta ao mundo em um voo solo. Em 1937, partiu em viagem para realizar uma volta ao globo, porém algo deu errado enquanto Amelia sobrevoava a Ilha Howland e a aviadora desapareceu, sendo dada como morta em 1939.
Hilary Swank é vencedora de dois Oscars como Melhor Atriz: 2005 = Menina de Ouro/ Million dollar baby; e 2000 =Meninos Não Choram/Boys don’t Cry.
(elisilveria)

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